Recursos Naturais

Os brasilienses ainda se orgulham da qualidade de vida que desfrutam. Todavia, verifica-se cotidianamente uma crescente deterioração, sobretudo em decorrência da ocupação irregular do solo, um caminhar constante rumo à insuficiência de recursos hídricos e energéticos, bem como elevada concentração das atividades econômicas na área central, com os conseqüentes aumentos de demanda na área do transporte.

Verifica-se que 69% dos moradores do entorno exercem suas atividades profissionais na área central do Distrito Federal e 90% dos estudantes universitários cursam universidade no Plano Piloto. Praticamente dois terços dos empregos ofertados ainda se encontram no Plano Piloto, resultando em inúmeras conseqüências de sobrecarga nos equipamentos públicos.

Neste contexto, promover o crescimento econômico de forma equilibrada em todas as regiões administrativas com vistas a reduzir a pressão sobre as áreas centrais do Distrito Federal, inequivocamente melhorará a qualidade de vida dos cidadãos.

Chamar os servidores do Governo do Distrito Federal e seus colaboradores para uma ação clara e coordenada é a fórmula ideal para concluir a gestão iniciada em 2007 e preservar a memória das ações bem sucedidas e que não devem ser esquecidas em decorrência de interesses menores.

Manter-se-á os três pilares iniciados na gestão anterior, quais sejam: descentralização, integração e modernização.

A queda da qualidade dos serviços prestados, a exemplo do que ocorre no sistema hospitalar, passa substancialmente pela concentração da demanda. A descentralização das atividades públicas aumenta a rapidez e a eficiência na prestação de seus serviços, além de ampliar a oportunidade de empregos de maneira mais uniforme em todas as regiões administrativas.

A integração das atividades do governo, mediante o acompanhamento de suas ações possibilitará aumento da eficiência, redução de custos e a conseqüente melhoria dos serviços prestados.

A ausência de integração das diversas secretarias de estado continua a ser um dos maiores entraves à prestação dos serviços, constituindo-se em prejuízos e demora na realização de programas.

A modernização não deve se circunscrever à contratação de empresas de informática ou a compra de equipamentos e sistemas, mas a evolução na forma de agir dos operadores. Desta feita, a ausência de padronização das atividades faz das secretarias e órgãos do governo instâncias estanques e isoladas entre si acarretando atrasos na prestação dos serviços.

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